"Felizmente.
Somos todos diferentes. Temos todos
o nosso espaço próprio de coisinhas
próprias, como narizes e manias,
bocas, sonhos, olhos que vêem céus
em daltonismos próprios. Felizmente.
Se não o mundo era uma bola enorme
de sabão e nós todos lá dentro
a borbulhar, todos iguais em sopro:
pequenas explosões de crateras iguais.
Assim e felizmente somos todos diferentes."
(Ana Luísa Amaral)
Por que é que a diferença não há-de ser lírica e daltónica?
«Por que é que uma tigela não há-de ser poetizável como o amor e a morte?»
Assim e felizmente somos todos amados :)
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