«Querido Menino Jesus,
não nasças no continente europeu - vão fazer de ti um consmista e um egoísta.
Não nasças no continente americano - na América do Norte ensinavam-te logo a seres capitalista, a fazer guerras e a seres o dono do mundo; na América do Sul, punham-te a cortar logo cana-de-açúcar, a pedir esmola e acabavas em menino de rua.
Não nasças no continente africano - ficas logo com SIDA, com diarreia, põem-te uma espingarda nas mãos, se entretanto não morreres de fome.
Não nasças no continente asiático - põem-te logo a fazer roupa, calçado e brinquedos para os meninos dos outros continentes e tu ficas sem infância.
No entanto, não deixes de nascer, mas o único lugar seguro é o coração de cada um de nós.»
Não conheço o texto original - escrito por crianças de uma paróquia portuguesa - que deu origem a esta versão - Frei Bento Domingues no Público - mas independentemente da formulação mais-ou-menos infantil parece-me uma mensagem espantosamente lúcida das crianças do século XXI
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
Exercícios de bendizer III
Bendizer... louvar, dar glória
«Ó minha alma louva o Senhor»
Louvado o riso...que alivia
Louvado o bem...que contagia
Louvado o Seu jugo suave
Louvadas as gotas de Cuamba para o mundo
Louvada a firmeza de ânimo, com os n e m nos sítios certos (ou seja longanimidade)
:)
«Ó minha alma louva o Senhor»
Louvado o riso...que alivia
Louvado o bem...que contagia
Louvado o Seu jugo suave
Louvadas as gotas de Cuamba para o mundo
Louvada a firmeza de ânimo, com os n e m nos sítios certos (ou seja longanimidade)
:)
Exercícios de bendizer II
Bendizer...abençoar, devolver em gratidão tudo o que foi dado
Abençoada vida... todos os dias!
Abençoados amigos... a gratidão simples dos abraços :)
Abençoado pó... a devolver-se
Abençoados limões... mais-ou-menos espremidos
Abençoados amores-perfeitos...os de pétalas e os construídos a 3
Abençoada costura... a de linhas e agulhas e a Dele :)
....
Acho que sou capaz de me habituar a este exercício
PS - Bendito futebol, que nos livrou do peixinho! :P
Abençoada vida... todos os dias!
Abençoados amigos... a gratidão simples dos abraços :)
Abençoado pó... a devolver-se
Abençoados limões... mais-ou-menos espremidos
Abençoados amores-perfeitos...os de pétalas e os construídos a 3
Abençoada costura... a de linhas e agulhas e a Dele :)
....
Acho que sou capaz de me habituar a este exercício
PS - Bendito futebol, que nos livrou do peixinho! :P
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Exercícios de bendizer
Bendizer...dizer bem de algo ou de alguém:
De morar perto do hospital e poder ir a pé para o trabalho...
De haver árvores de puro outono no caminho...
De nos entregarem o jornal com um bom dia sorridente...
De fazermos o que gostamos...
Da longaminidade via sms
De almoçar em casa...quase sempre
Das mães... e da mãe Liz com maior graça :)
Dos presépios...que se multiplicam pelos cantos!
Do tempo para passear pela baixa às compras, com luzes de mais-ou-menos Natal
Da lareira acesa...e dos pés quentes!
Dos anti-vírus...
Dos bolos... quase todos!
Do sono tranquilo
Do dia de amanhã :)
Experimentem!
De morar perto do hospital e poder ir a pé para o trabalho...
De haver árvores de puro outono no caminho...
De nos entregarem o jornal com um bom dia sorridente...
De fazermos o que gostamos...
Da longaminidade via sms
De almoçar em casa...quase sempre
Das mães... e da mãe Liz com maior graça :)
Dos presépios...que se multiplicam pelos cantos!
Do tempo para passear pela baixa às compras, com luzes de mais-ou-menos Natal
Da lareira acesa...e dos pés quentes!
Dos anti-vírus...
Dos bolos... quase todos!
Do sono tranquilo
Do dia de amanhã :)
Experimentem!
II Domingo do Advento
6h45 - Despertar... Como era mesmo o propósito de ontem? Bendizer...Pois!
Sem paciência e com frio para sair com o cabelo molhado... que se...bendiga :)
7h25 - Metro rumo ao Hospital S. João...a cantarolar Avé Maria cheia de graça
7h50 - A sala de espera da urgência de pediatria promete...
8h30 - Turno passado... mãos à obra, isto é, às criancinhas!
12h40 - Lunch time... e da bendita cafeína :)
13h30 - Continua a avalanche de miúdos mais-ou-menos doentes... haja longaminidade!
19h00 - São os últimos 60 minutos... a esta hora devia era estar na missa!
20h30 - Shift over...boa sorte para quem fica :)
21h15 - Quase 14 horas depois, home sweet home - abençoado sofá, divina banheira, louvada cama...
Bendito descanso de domingo de advento!
Sem paciência e com frio para sair com o cabelo molhado... que se...bendiga :)
7h25 - Metro rumo ao Hospital S. João...a cantarolar Avé Maria cheia de graça
7h50 - A sala de espera da urgência de pediatria promete...
8h30 - Turno passado... mãos à obra, isto é, às criancinhas!
12h40 - Lunch time... e da bendita cafeína :)
13h30 - Continua a avalanche de miúdos mais-ou-menos doentes... haja longaminidade!
19h00 - São os últimos 60 minutos... a esta hora devia era estar na missa!
20h30 - Shift over...boa sorte para quem fica :)
21h15 - Quase 14 horas depois, home sweet home - abençoado sofá, divina banheira, louvada cama...
Bendito descanso de domingo de advento!
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Se7en
Calhou ontem chegar a casa a tempo de rever este clássico (!),
que acaba com uma citação:
"Ernest Hemingway once wrote, 'The world is a fine place and worth fighting for.' I agree with the second part."
Apesar da gula, da luxúria, da ganância, da preguiça, da vaidade, da inveja e da ira , eu concordo com ambas :)
que acaba com uma citação:
"Ernest Hemingway once wrote, 'The world is a fine place and worth fighting for.' I agree with the second part."
Apesar da gula, da luxúria, da ganância, da preguiça, da vaidade, da inveja e da ira , eu concordo com ambas :)
domingo, 25 de novembro de 2007
Eduardo Lourenço
Percebi ontem - hoje de madrugada :) - que nem toda a gente sabe quem é o Eduardo Lourenço - o que para mim era uma improbalilidade bem maior que ser a namorada do herói e não morrer no filme!
Para facilitar a decoberta, fica um texto - que é sempre a melhor forma de se conhecer um autor:
«De todas as palavras que eu disse, nenhuma me surpreendeu tanto. O excesso de espanto tornou-a opaca. Muitos pensaram que eu tinha escolhido as parábolas para me conformar com as vestes do tempo. Escolhi-as para ir sem sombra à praia desnuda da verdade que é filha do tempo mas não tem tempo. Cada verdade é um estilhaçar da eternidade no tempo. Quando me cheguei a ver vivo no meio do mundo, recolhi no meu coração toda a luz do homem. Do meu eterno presente corria para a alvorada dos tempos e também ao encontro dos que ainda não existem. Uma luz unida, sem começo nem fim. A minha luz, a luz de Deus em mim, eu como luz de Deus, era uma só coisa. Por isso eu existia antes que Abraão existisse. Abraão não tinha descoberto ainda que ele era a luz de Deus. Abraão é da linhagem humana um homem que vem depois de outro, o homem de uma viagem que prossegue sem conduzir o viajante ao lugar onde ele sempre esteve sem o saber. Eu soube que estava antes de Abraão e Jacob, porque só eu soube que um homem não pertence à linhagem humana mas está directamente ligado à fonte infinita.
Também podia ter dito que estava antes do céu e das constelações porque em mim o seu ser se converte em vida e verdade. A Natureza teve de esperar a minha chegada para ser Natureza. Ela não o é senão num momento em que nos tornámos homens. E isto não aconteceu num certo dia, mas sempre e nunca, porque ninguém sabe ainda o que isso significa – ser um homem – e por consequência ninguém sabe ainda o que é a Natureza. Da Natureza só podemos ter uma visão negativa. É tudo o que somos quando nos vemos a nós mesmos como seres que não são naturais. Mas quem se atreve a conceber-se fora da Natureza? O que nos é absolutamente natural é contemplarmo-nos como irmãos da lua, do sol, da água dos rios, das folhas, dos pássaros ou dos tigres, irmãos de leite da natureza que se distraiu um momento e inventou olhos para se ver viver.
Em criança caí no fundo de um barranco onde fiquei durante horas, rodeado de madressilvas, com a minha cara voltada para o céu, esburacado de estrelas. O mundo era a minha dor, mas a minha dor resvalava sobre a superfície grandiosa do mundo. Não éramos do mesmo mundo. Só o mundo era uma parte do meu mundo e era o seu silêncio que me dava um rosto. Eu disse uma vez que nenhum esplendor humano pode igualar o do lírio dos campos. Mas é porque os olhava no espelho de Deus, nos meus próprios. Quem, se não formos nós, pode subtrair a beleza do mundo ao seu apodrecer futuro? Como eu existia antes de Abraão e Jacob, também existia antes dos pássaros e lírios dos campos. Mas nunca teria podido ser quem sou se não houvesse pássaros e lírios dos campos. Eles esperavam-me, eu esperava-os. Juntos tornámo-nos, eu, um homem que associa a sua felicidade à beleza do mundo, dos pássaros e dos lírios dos campos, eles, figuras à espera de um só olhar que os acorde do sono da terra ao qual estão destinados. Ao qual tudo está destinado se eu não morrer por eles para os salvar do nada onde já estavam antes que Deus desenhasse com eles o firmamento do meu coração.»
Para facilitar a decoberta, fica um texto - que é sempre a melhor forma de se conhecer um autor:
«De todas as palavras que eu disse, nenhuma me surpreendeu tanto. O excesso de espanto tornou-a opaca. Muitos pensaram que eu tinha escolhido as parábolas para me conformar com as vestes do tempo. Escolhi-as para ir sem sombra à praia desnuda da verdade que é filha do tempo mas não tem tempo. Cada verdade é um estilhaçar da eternidade no tempo. Quando me cheguei a ver vivo no meio do mundo, recolhi no meu coração toda a luz do homem. Do meu eterno presente corria para a alvorada dos tempos e também ao encontro dos que ainda não existem. Uma luz unida, sem começo nem fim. A minha luz, a luz de Deus em mim, eu como luz de Deus, era uma só coisa. Por isso eu existia antes que Abraão existisse. Abraão não tinha descoberto ainda que ele era a luz de Deus. Abraão é da linhagem humana um homem que vem depois de outro, o homem de uma viagem que prossegue sem conduzir o viajante ao lugar onde ele sempre esteve sem o saber. Eu soube que estava antes de Abraão e Jacob, porque só eu soube que um homem não pertence à linhagem humana mas está directamente ligado à fonte infinita.
Também podia ter dito que estava antes do céu e das constelações porque em mim o seu ser se converte em vida e verdade. A Natureza teve de esperar a minha chegada para ser Natureza. Ela não o é senão num momento em que nos tornámos homens. E isto não aconteceu num certo dia, mas sempre e nunca, porque ninguém sabe ainda o que isso significa – ser um homem – e por consequência ninguém sabe ainda o que é a Natureza. Da Natureza só podemos ter uma visão negativa. É tudo o que somos quando nos vemos a nós mesmos como seres que não são naturais. Mas quem se atreve a conceber-se fora da Natureza? O que nos é absolutamente natural é contemplarmo-nos como irmãos da lua, do sol, da água dos rios, das folhas, dos pássaros ou dos tigres, irmãos de leite da natureza que se distraiu um momento e inventou olhos para se ver viver.
Em criança caí no fundo de um barranco onde fiquei durante horas, rodeado de madressilvas, com a minha cara voltada para o céu, esburacado de estrelas. O mundo era a minha dor, mas a minha dor resvalava sobre a superfície grandiosa do mundo. Não éramos do mesmo mundo. Só o mundo era uma parte do meu mundo e era o seu silêncio que me dava um rosto. Eu disse uma vez que nenhum esplendor humano pode igualar o do lírio dos campos. Mas é porque os olhava no espelho de Deus, nos meus próprios. Quem, se não formos nós, pode subtrair a beleza do mundo ao seu apodrecer futuro? Como eu existia antes de Abraão e Jacob, também existia antes dos pássaros e lírios dos campos. Mas nunca teria podido ser quem sou se não houvesse pássaros e lírios dos campos. Eles esperavam-me, eu esperava-os. Juntos tornámo-nos, eu, um homem que associa a sua felicidade à beleza do mundo, dos pássaros e dos lírios dos campos, eles, figuras à espera de um só olhar que os acorde do sono da terra ao qual estão destinados. Ao qual tudo está destinado se eu não morrer por eles para os salvar do nada onde já estavam antes que Deus desenhasse com eles o firmamento do meu coração.»
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Mais-ou-menos Aforismo
Suspiro de uma mãe na consulta:
"A canalha é lixada!"
Tal e qual :)
Por todos os bons motivos...e também sem motivo!
"A canalha é lixada!"
Tal e qual :)
Por todos os bons motivos...e também sem motivo!
domingo, 18 de novembro de 2007
Momentos especiais
Já passou quase um mês, mas a coisa boa dos bons momentos é que a memória não tem data
Tudo começou com um convite a abrir-nos as portas da quinta da família em Vila Real, e a ganhar contorno num café em casa dos Garrett para planear coisas mais-ou-menos práticas como... sacos-de-cama e maçãs mofas :)
Partimos 6ª feira à noite, atrasadamente felizes e alguns submersos em papel higiénico ;p
À chegada - a mordomia masculina que transportou malas e compras através do frio, enquanto descobríamos os cantos à casa, - a mesa posta para 10 e o arroz de frango da Olinda, - conversas e risos de quem está como em casa :)
Serão ao calor da braseira, com direito a unhas mais-ou-menos arranjadas e vozes mais-ou-menos de embalar... até arrumar o sono e as conversas em camas e cobertores!
Acordar... com Bom dia, diga ao menos bom dia à porta do quarto e com almas mais-ou-menos gémeas dentro do quarto :)
Pequeno almoço na varanda - em versão pijama ou banho tomado - com pão fresco e sol de inverno!
Depois dos encantos da Quinta do Patrício, um pulo até Vila Real... e voltar para um almoço "em grande, com sol, com todos e mais ainda! " :)
A tarde rumou ao granito de Lamas de Olo e aos trilhos do Alvão...
De volta a casa, lanche e algumas despedidas... jantar e outras despedidas!
Houve castanhas no lume, sessão de fotografias e berros, cartas... com animais à solta :p e "casa escura"... com sustos q.b.
Domingo de sol... e de regresso! Minha vez de ter "folhas vermelhas do lado de lá da janela" no banho... de água fria! Últimas músicas e fotografias...não houve barriga para todas as pataniscas!...contas feitas, malas prontas e avelãs na bagagem
Adeus! E tão obrigada :)
Tudo começou com um convite a abrir-nos as portas da quinta da família em Vila Real, e a ganhar contorno num café em casa dos Garrett para planear coisas mais-ou-menos práticas como... sacos-de-cama e maçãs mofas :)
Partimos 6ª feira à noite, atrasadamente felizes e alguns submersos em papel higiénico ;p
À chegada - a mordomia masculina que transportou malas e compras através do frio, enquanto descobríamos os cantos à casa, - a mesa posta para 10 e o arroz de frango da Olinda, - conversas e risos de quem está como em casa :)
Serão ao calor da braseira, com direito a unhas mais-ou-menos arranjadas e vozes mais-ou-menos de embalar... até arrumar o sono e as conversas em camas e cobertores!
Acordar... com Bom dia, diga ao menos bom dia à porta do quarto e com almas mais-ou-menos gémeas dentro do quarto :)
Pequeno almoço na varanda - em versão pijama ou banho tomado - com pão fresco e sol de inverno!
Depois dos encantos da Quinta do Patrício, um pulo até Vila Real... e voltar para um almoço "em grande, com sol, com todos e mais ainda! " :)
A tarde rumou ao granito de Lamas de Olo e aos trilhos do Alvão...
De volta a casa, lanche e algumas despedidas... jantar e outras despedidas!
Houve castanhas no lume, sessão de fotografias e berros, cartas... com animais à solta :p e "casa escura"... com sustos q.b.
Domingo de sol... e de regresso! Minha vez de ter "folhas vermelhas do lado de lá da janela" no banho... de água fria! Últimas músicas e fotografias...não houve barriga para todas as pataniscas!...contas feitas, malas prontas e avelãs na bagagem
Adeus! E tão obrigada :)
Regressar
Tanta coisa que nos leva para longe de nós
Tanta coisa mais-ou-menos gratuita que nos mantém à margem do texto
Justifica-se uma ausência de palavras, com palavras?
O que ficou por escrever, não deixa de ter sido escrito - apagado?
Custa regressar?
Talvez...hoje é o dia :)
Tanta coisa mais-ou-menos gratuita que nos mantém à margem do texto
Justifica-se uma ausência de palavras, com palavras?
O que ficou por escrever, não deixa de ter sido escrito - apagado?
Custa regressar?
Talvez...hoje é o dia :)
sábado, 20 de outubro de 2007
Carta de 17/11/1555
«Parece-me que deveríeis decidir-vos a fazer calmamente o que podeis. Não vos inquieteis com tudo o resto, mas deixai nas mãos da divina Providência o que não podeis cumprir por vós mesmos. São agradáveis a Deus a solicitude e o cuidado que, com razoabilidade, pomos nas tarefas que nos cumprem, para conseguirmos concretizá-las da melhor maneira. Não lhe são agradáveis a ansiedade e a inquietação do espírito: o Senhor quer que os nossos limites e fraquezas encontrem apoio na sua fortaleza e omnipotência, quer que tenhamos confiança em que a sua bondade suprirá à imperfeição dos nossos meios.
Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo se com boas intenções o fazem, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações humanas; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer.
Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.»
Uma carta de Santo Inácio de Loyola... tão pra mim!
Os que se ocupam com muitos assuntos, mesmo se com boas intenções o fazem, devem resolver-se a fazer apenas o que está ao seu alcance. Se tivermos de deixar de lado certas coisas, há que ter paciência, e não pensar que Deus espera de nós o que não podemos fazer. Ele não quer que o homem se atormente com as próprias limitações humanas; não é preciso cansarmo-nos excessivamente. Quando de facto nos esforçámos por dar o melhor de nós, podemos deixar o resto nas mãos d’Aquele que tem o poder de realizar tudo o que quer.
Que a bondade divina nos comunique sempre a luz da sabedoria, para que possamos ver com clareza e realizar os seus bons desejos com profunda convicção, em nós e nos outros […], para que das suas mãos aceitemos o que nos envia, considerando o que é de maior importância: a paciência, a humildade, a obediência e a caridade.»
Uma carta de Santo Inácio de Loyola... tão pra mim!
domingo, 23 de setembro de 2007
As estrelas e o rapaz
"Não sei se me interessei pelo rapaz por ele se interessar por estrelas
se me interessei por estrelas por me interessar
pelo rapaz hoje quando penso no rapaz
penso em estrelas e quando penso em estrelas
penso no rapaz como me parece
que me vou ocupar com as estrelas
até ao fim dos meus dias parece-me que
não vou deixar de me interessar pelo rapaz
até ao fim dos meus dias
nunca saberei se me interesso por estrelas
se me interesso por um rapaz que se interessa
por estrelas já não me lembro
se vi primeiro as estrelas
se vi primeiro o rapaz
se quando vi o rapaz vi as estrelas" [Adília Lopes]
Sei que fico apenas com as estrelas... e Ele está lá :)
se me interessei por estrelas por me interessar
pelo rapaz hoje quando penso no rapaz
penso em estrelas e quando penso em estrelas
penso no rapaz como me parece
que me vou ocupar com as estrelas
até ao fim dos meus dias parece-me que
não vou deixar de me interessar pelo rapaz
até ao fim dos meus dias
nunca saberei se me interesso por estrelas
se me interesso por um rapaz que se interessa
por estrelas já não me lembro
se vi primeiro as estrelas
se vi primeiro o rapaz
se quando vi o rapaz vi as estrelas" [Adília Lopes]
Sei que fico apenas com as estrelas... e Ele está lá :)
domingo, 2 de setembro de 2007
Necessidades
Eu preciso...
...de cafeína e paciência - o clássico
...de eutrapélia - mesmo que (quase) ninguém saiba o que é
...que as crianças sejam o melhor do mundo - ou pelo menos promessa disso
...de boa vontade - para tudo
...e de mais dedicação - para o mesmo
...de castelos feitos de pedras - tesouros de fortaleza
...de abraços pra acreditar que o certo é possível
...e de força pra fazer o possível que é certo
E tudo isto mais-ou-menos gratuito :)
...de cafeína e paciência - o clássico
...de eutrapélia - mesmo que (quase) ninguém saiba o que é
...que as crianças sejam o melhor do mundo - ou pelo menos promessa disso
...de boa vontade - para tudo
...e de mais dedicação - para o mesmo
...de castelos feitos de pedras - tesouros de fortaleza
...de abraços pra acreditar que o certo é possível
...e de força pra fazer o possível que é certo
E tudo isto mais-ou-menos gratuito :)
Estatísticas
"Em cada cem pessoas:
Sabendo tudo mais que os outros:
cinquenta e duas,
inseguras de cada passo:
quase todas as outras,
prontas a ajudar desde que isso não lhes tome muito tempo:
quarenta e nove, o que já não é mau,
sempre boas porque incapazes de ser outro modo:
quatro; enfim, talvez cinco,
prontas a admirar sem inveja:
dezoito,
induzidas em erro por uma juventude, afinal tão efémera:
mais ou menos sessenta,
com quem não se brinca:
quarenta e quatro,
vivendo sempre angustiadas em relação a alguém ou a qualquer coisa:
setenta e sete,
dotadas para serem felizes:
no máximo vinte e tal,
inofensivas quando sozinhas, mas selvagens quando em multidão:
isso, o melhor é não tentar saber mesmo aproximadamente,
prudentes depois do mal estar feito:
não mais do que antes,
não pedindo nada da vida excepto coisas:
trinta, mas preferia estar enganada,
encurvadas, sofridas, sem uma lanterna que lhes ilumine as trevas:
mais tarde ou mais cedo, oitenta e três,
justas:
pelo menos trinta e cinco, o que já não é mau,
mas se a isso juntarmos o esforço de compreender:
três,
dignas de compaixão:
noventa e nove,
mortais:
cem por cento, número que, de momento, não é possível mudar."
(Wislawa Szymborska)
Porque é que as estatísticas têm de ser assim?
Sabendo tudo mais que os outros:
cinquenta e duas,
inseguras de cada passo:
quase todas as outras,
prontas a ajudar desde que isso não lhes tome muito tempo:
quarenta e nove, o que já não é mau,
sempre boas porque incapazes de ser outro modo:
quatro; enfim, talvez cinco,
prontas a admirar sem inveja:
dezoito,
induzidas em erro por uma juventude, afinal tão efémera:
mais ou menos sessenta,
com quem não se brinca:
quarenta e quatro,
vivendo sempre angustiadas em relação a alguém ou a qualquer coisa:
setenta e sete,
dotadas para serem felizes:
no máximo vinte e tal,
inofensivas quando sozinhas, mas selvagens quando em multidão:
isso, o melhor é não tentar saber mesmo aproximadamente,
prudentes depois do mal estar feito:
não mais do que antes,
não pedindo nada da vida excepto coisas:
trinta, mas preferia estar enganada,
encurvadas, sofridas, sem uma lanterna que lhes ilumine as trevas:
mais tarde ou mais cedo, oitenta e três,
justas:
pelo menos trinta e cinco, o que já não é mau,
mas se a isso juntarmos o esforço de compreender:
três,
dignas de compaixão:
noventa e nove,
mortais:
cem por cento, número que, de momento, não é possível mudar."
(Wislawa Szymborska)
Porque é que as estatísticas têm de ser assim?
Há números que é possível mudar :)
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Confiança
"O que é bonito neste mundo, e anima
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova"
É Torga
E há-de continuar a ser bonito por mais 100 anos
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova"
É Torga
E há-de continuar a ser bonito por mais 100 anos
sábado, 18 de agosto de 2007
Apontamentos de viagem II
26 Jul
Hendaye... nostalgia de inter-rail ao passar pela estação de comboios
Trânsito impossível, praias apinhadíssimas, equívocos... haja paciência! e a saudosa cafeína :)
Conseguimos uns metros livres - não por muito tempo - de areia!
Menos ondas... e mais surf :P
Correr à beira mar ao fim do dia e mergulhar num Atlântico morno, morno...
Chegada a casa - obrigatório - momento relax com cerveja e cacahuetes :)... ou versão alternativa cerveja e néstum (!)
Rotinas de banhos, maratonas de telefone - ah namorar à distância! - jantar no forno - bendita Dulce!
É tarde... a noite em Irun é nossa... e aparentemente de mais ninguém!
Regressados ao lar... há quem não dispense as 8 horinhas sagradas de sono :P
Até amanhã, Tio Pelágio!
27 Jul
Continuamos com óptimo tempo...Hendaye de novo
A maré cheia passou-nos literalmente por cima... salvou-se quase tudo, mas alguns telemóveis não sobreviveram :/
Esperar que as coisas sequem e o areal cresça...
Sábado e quase-surf :)
Depois da praia... Saint Jean de Luz - um pequeno encanto...
onde casaram Luís XIV e a Infanta Maria Teresa numa igreja com um barco suspenso
onde há deliciosos gelados de two sabors (!)
onde quase vimos o pôr-do-sol
Hendaye... nostalgia de inter-rail ao passar pela estação de comboios
Trânsito impossível, praias apinhadíssimas, equívocos... haja paciência! e a saudosa cafeína :)
Conseguimos uns metros livres - não por muito tempo - de areia!
Menos ondas... e mais surf :P
Correr à beira mar ao fim do dia e mergulhar num Atlântico morno, morno...
Chegada a casa - obrigatório - momento relax com cerveja e cacahuetes :)... ou versão alternativa cerveja e néstum (!)
Rotinas de banhos, maratonas de telefone - ah namorar à distância! - jantar no forno - bendita Dulce!
É tarde... a noite em Irun é nossa... e aparentemente de mais ninguém!
Regressados ao lar... há quem não dispense as 8 horinhas sagradas de sono :P
Até amanhã, Tio Pelágio!
27 Jul
Continuamos com óptimo tempo...Hendaye de novo
A maré cheia passou-nos literalmente por cima... salvou-se quase tudo, mas alguns telemóveis não sobreviveram :/
Esperar que as coisas sequem e o areal cresça...
Sábado e quase-surf :)
Depois da praia... Saint Jean de Luz - um pequeno encanto...
onde casaram Luís XIV e a Infanta Maria Teresa numa igreja com um barco suspenso
onde há deliciosos gelados de two sabors (!)
onde quase vimos o pôr-do-sol
Apontamentos de viagem I
23 Jul
Primeiro dia oficial de férias
Ready, almost set... don't go(!)
Oh Deus... treinar o céu, treinar o céu, treinar o céu
À noite houve uma família à beira de um ataque de nervos - presságio para uma viagem excêntrica?
24 Jul
Partida...supostamente às 10h (!)
2 carros (a precisar de férias?), 6 pessoas (com ar de férias!), 3 pranchas, malas, sacos e sacos de supermercado... últimas arrumações em plena av. de França, com direito a despedidas inesperadas e abraços ruivos :)
Hit the road... em direcção a Chaves - fronteira - Verin - solo espanhol e estamos mais de férias :)
Benavente - Palência - ainda falta muito? - Miranda de Ebro - Vitoria Gasteiz - ... - sem coragem para continuar a contar os kms até ao destino...
800km depois... Irun :)
A nossa casa - Calle de la Iglesia, 8 - é um palácio!
25 Jul
Em busca daquelas ondas... rumo a Anglet
Muitas ondas, pouca forma :P - remou a persistência coxa do Alexandre!
Biarritz - mesmo sem missa, não deixa de ser Biarritz - passeios e crepes, festas de rua, tapas de foie gras e brindes à Inês :)
Jantar de gala - mesa posta a sério, rolo de carne com batatinhas surpresa, bolo de oreo e velas - parabéns Inês!
Primeiro dia oficial de férias
Ready, almost set... don't go(!)
Oh Deus... treinar o céu, treinar o céu, treinar o céu
À noite houve uma família à beira de um ataque de nervos - presságio para uma viagem excêntrica?
24 Jul
Partida...supostamente às 10h (!)
2 carros (a precisar de férias?), 6 pessoas (com ar de férias!), 3 pranchas, malas, sacos e sacos de supermercado... últimas arrumações em plena av. de França, com direito a despedidas inesperadas e abraços ruivos :)
Hit the road... em direcção a Chaves - fronteira - Verin - solo espanhol e estamos mais de férias :)
Benavente - Palência - ainda falta muito? - Miranda de Ebro - Vitoria Gasteiz - ... - sem coragem para continuar a contar os kms até ao destino...
800km depois... Irun :)
A nossa casa - Calle de la Iglesia, 8 - é um palácio!
25 Jul
Em busca daquelas ondas... rumo a Anglet
Muitas ondas, pouca forma :P - remou a persistência coxa do Alexandre!
Biarritz - mesmo sem missa, não deixa de ser Biarritz - passeios e crepes, festas de rua, tapas de foie gras e brindes à Inês :)
Jantar de gala - mesa posta a sério, rolo de carne com batatinhas surpresa, bolo de oreo e velas - parabéns Inês!
Back in to business
Depois de 15 dia úteis transformados em 3 semanas inteirinhas férias ...
De regresso a casa
De regresso ao Porto mais-ou-menos cinzento
De regresso ao centro hospitalar do Porto(!) - o quê? onde? quando?
De volta a uma realidade a precisar de muito Céu
De volta aos tEXTOS-mAIS-OU-MENOS-gRATUITOS
Rumores: I've been missed :)
De regresso a casa
De regresso ao Porto mais-ou-menos cinzento
De regresso ao centro hospitalar do Porto(!) - o quê? onde? quando?
De volta a uma realidade a precisar de muito Céu
De volta aos tEXTOS-mAIS-OU-MENOS-gRATUITOS
Rumores: I've been missed :)
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Propósito para férias
Treinar para o Céu :)
Praticar o bom entendimento, dedicar-se à paz, exercitar a caridade, experimentar a alegria de fazer o bem do outro, ensaiar a confiança, esforçar-se pelos quases, descansar na certeza de ser amado...
Sem programa definido ou horário a cumprir, sem leis nem filosofias...
Exigente? Mas consta que liberta...
Boas férias :)
Praticar o bom entendimento, dedicar-se à paz, exercitar a caridade, experimentar a alegria de fazer o bem do outro, ensaiar a confiança, esforçar-se pelos quases, descansar na certeza de ser amado...
Sem programa definido ou horário a cumprir, sem leis nem filosofias...
Exigente? Mas consta que liberta...
Boas férias :)
domingo, 15 de julho de 2007
Rua do Campanudo, 13
Fica aos pés do mar de Lavra...
Em noites de Verão, mesmo com uma brisa inesperada a fazer apetecer agasalhos de Inverno, as mesas não desocupam ao ritmo da sofreguidão de quem (muito) espera
As mesas com toalhas de papel branco, logo besuntadamente decoradas por quem petisca com os dedos todos :)
Mãos cegamente solícitas a descascar camarão, cerveja em canecas de piratas das caraíbas, a delícia da broa no molho da travessa, o peixe enterrado em sal a ressuscitar no prato (!)
As palavras e os risos (mesmo roucos) a celebrar simplesmente a amizade à mesa :)... sob um céu onde faltavam estrelas - estariam todas em nós? - e muito perto do cemitério de areia dos barcos ...
Como diria alguém que eu conheço: "Ele há piquenas maravilhas fantásticas!" :)
Em noites de Verão, mesmo com uma brisa inesperada a fazer apetecer agasalhos de Inverno, as mesas não desocupam ao ritmo da sofreguidão de quem (muito) espera
As mesas com toalhas de papel branco, logo besuntadamente decoradas por quem petisca com os dedos todos :)
Mãos cegamente solícitas a descascar camarão, cerveja em canecas de piratas das caraíbas, a delícia da broa no molho da travessa, o peixe enterrado em sal a ressuscitar no prato (!)
As palavras e os risos (mesmo roucos) a celebrar simplesmente a amizade à mesa :)... sob um céu onde faltavam estrelas - estariam todas em nós? - e muito perto do cemitério de areia dos barcos ...
Como diria alguém que eu conheço: "Ele há piquenas maravilhas fantásticas!" :)
Ode à diferença
"Felizmente.
Somos todos diferentes. Temos todos
o nosso espaço próprio de coisinhas
próprias, como narizes e manias,
bocas, sonhos, olhos que vêem céus
em daltonismos próprios. Felizmente.
Se não o mundo era uma bola enorme
de sabão e nós todos lá dentro
a borbulhar, todos iguais em sopro:
pequenas explosões de crateras iguais.
Assim e felizmente somos todos diferentes."
(Ana Luísa Amaral)
Por que é que a diferença não há-de ser lírica e daltónica?
«Por que é que uma tigela não há-de ser poetizável como o amor e a morte?»
Assim e felizmente somos todos amados :)
Somos todos diferentes. Temos todos
o nosso espaço próprio de coisinhas
próprias, como narizes e manias,
bocas, sonhos, olhos que vêem céus
em daltonismos próprios. Felizmente.
Se não o mundo era uma bola enorme
de sabão e nós todos lá dentro
a borbulhar, todos iguais em sopro:
pequenas explosões de crateras iguais.
Assim e felizmente somos todos diferentes."
(Ana Luísa Amaral)
Por que é que a diferença não há-de ser lírica e daltónica?
«Por que é que uma tigela não há-de ser poetizável como o amor e a morte?»
Assim e felizmente somos todos amados :)
sexta-feira, 13 de julho de 2007
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Plim ou a alegria sem mas
Plim... o pormenor insignificante que, pela orquestração perfeita - tão absolutamente completa que parece perfeitamente dispensável - promove os outros 71 e tudo transforma
A alegria coordenativa - que deseja mais e aspira a melhor - em contraponto à adversativa - inevitavelmente agarrada a um mas sempre insatisfeito
A alegria que trabalha e leva a paz...e que vive alegre - mesmo estando triste - por estar no coração de Deus
O TPC óbvio: fazer plims de alegria :)
A alegria coordenativa - que deseja mais e aspira a melhor - em contraponto à adversativa - inevitavelmente agarrada a um mas sempre insatisfeito
A alegria que trabalha e leva a paz...e que vive alegre - mesmo estando triste - por estar no coração de Deus
O TPC óbvio: fazer plims de alegria :)
Deus Mãe
A propósito da maternidade de Deus... ontem em Isaías (66, 10-14)
"Por instantes, as mães deixam totalmente de amar os filhos. Impacientes, esgotadas ou desiludidas, abandonam o amor por um segundo para o retomarem no segundo seguinte, como quem transpõe, com uma passada viva, um abismo que não tivesse visto. Somos nós a causa de um tal desamor por parte de Deus: extenuado, largou-nos na nossa noite durante um segundo que parece durar séculos. Só nos resta esperar o segundo seguinte em que novamente nos segurará." (Christian Bobin in Ressuscitar)
É verdade que as mães também se cansam, que o amor também se cansa...
E que cada instante de desamor parece um abismo
Só nos resta confiar que Deus é a mãe mais antiga do mundo :)
"Por instantes, as mães deixam totalmente de amar os filhos. Impacientes, esgotadas ou desiludidas, abandonam o amor por um segundo para o retomarem no segundo seguinte, como quem transpõe, com uma passada viva, um abismo que não tivesse visto. Somos nós a causa de um tal desamor por parte de Deus: extenuado, largou-nos na nossa noite durante um segundo que parece durar séculos. Só nos resta esperar o segundo seguinte em que novamente nos segurará." (Christian Bobin in Ressuscitar)
É verdade que as mães também se cansam, que o amor também se cansa...
E que cada instante de desamor parece um abismo
Só nos resta confiar que Deus é a mãe mais antiga do mundo :)
domingo, 8 de julho de 2007
Aturar ranho
Urgência de pediatria...qualquer semelhança entre a suposta urgência e a realidade é (quase) pura ficção!
Toneladas de paciência para enfrentar o ABC das criancinhas... Ansiedade dos pais, Birras dos miúdos, Choro... em todas as versões possíveis... e às vezes de ambos!, Desespero... nosso, para conseguir examinar as criancinhas em condições, Educação... tentar por um lado, transmitir algumas noções e atitudes básicas relativamente a problemas banais e, por outro lado, explicar o que deve preocupar e merece cuidado urgente... uma longa, cansativa, tantas vezes frustrante batalha!
Enfim... aturar ranho, vómitos e diarreia, rabinhos vermelhos e eu sei lá, distribuir ben-u-ron e brufen em copinho ou seringa (conforme os mililitros) e miltina às colheradas, nebulizar alguns brônquios encolhidos... com uma vontade imensa de oxigenar outras cabeças pouco expandidas(!), curar dores de barriga com cócegas ou outros sintomas com a magia da atenção :)
Tudo isto tentando respeitar o outro ABC...e mantendo o sorriso que todas as crianças - doentes ou nem por isso - merecem!
Toneladas de paciência para enfrentar o ABC das criancinhas... Ansiedade dos pais, Birras dos miúdos, Choro... em todas as versões possíveis... e às vezes de ambos!, Desespero... nosso, para conseguir examinar as criancinhas em condições, Educação... tentar por um lado, transmitir algumas noções e atitudes básicas relativamente a problemas banais e, por outro lado, explicar o que deve preocupar e merece cuidado urgente... uma longa, cansativa, tantas vezes frustrante batalha!
Enfim... aturar ranho, vómitos e diarreia, rabinhos vermelhos e eu sei lá, distribuir ben-u-ron e brufen em copinho ou seringa (conforme os mililitros) e miltina às colheradas, nebulizar alguns brônquios encolhidos... com uma vontade imensa de oxigenar outras cabeças pouco expandidas(!), curar dores de barriga com cócegas ou outros sintomas com a magia da atenção :)
Tudo isto tentando respeitar o outro ABC...e mantendo o sorriso que todas as crianças - doentes ou nem por isso - merecem!
terça-feira, 3 de julho de 2007
À Tomé...
Não deixa de ser engraçado celebrar São Tomé numa capela embaciada...
e que a sua incredulidade - ou necessidade de credibilidade sensível - sirva para desembaciar espíritos mais habituados a ver e a tocar para acreditar...
cientificidade da fé?
pragmatismo esterilmente beato?
espiritualidade poeticamente utópica?
Talvez uma fé - do céu à terra - que seja "garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem"
Que a nossa vida - mais-ou-menos tocada por dentro - saiba reconhecer "Meu Senhor e meu Deus!"
E já agora, que não deixe de haver camisolas - claramente cinzentas - com tons de verde, azul, castanho... cada cor a seu Tomé :)
e que a sua incredulidade - ou necessidade de credibilidade sensível - sirva para desembaciar espíritos mais habituados a ver e a tocar para acreditar...
cientificidade da fé?
pragmatismo esterilmente beato?
espiritualidade poeticamente utópica?
Talvez uma fé - do céu à terra - que seja "garantia das coisas que se esperam e certeza daquelas que não se vêem"
Que a nossa vida - mais-ou-menos tocada por dentro - saiba reconhecer "Meu Senhor e meu Deus!"
E já agora, que não deixe de haver camisolas - claramente cinzentas - com tons de verde, azul, castanho... cada cor a seu Tomé :)
Fragmentos... de luz
Tenho mais-ou-menos a mania de guardar em cadernos fragmentos de textos que me tocaram ou que de algum modo quis que permanecessem comigo...
E de vez em quando, ao relê-los... são de uma claridade absoluta :)
Como aconteceu hoje, com este pedaço de luz:
"Quando, bastante imprudentemente, falo de Deus, falo apenas deste lado da vida em que estou, e mais precisamente de uma parte desta vida, que está abandonada e se assemelha a uma arrecadação de ferramentas ao fundo de um jardim. Deus não se deixa ficar na casa do senhor. Abriga-se nessa cabana feita de tábuas suficientemente mal ajustadas para que uma réstia de luz aí se possa infiltrar. Embora não saiba nada dele, é-me impossível fazer como se não tivesse nada a ver com os nossos dias mais banais. Esses dias são como livros e esses livros são escritos por ele: rosto, dor e bondade são as páginas mais ricamente iluminadas, tal como roseira, pardal e primavera. Não sei o que mais impede os homens de ler: se a avidez, se a falta de atenção. A avidez nasce da sua falta de atenção. Quando olhamos apressadamente para uma coisa bela - e todas as coisas vivas são belas porque trazem em si o segredo do seu próximo desaparecimento - apetece-nos guardá-la para nós. Quando a contemplamos com o vagar que merece, que requer e que, por um instante, a protege do seu fim, então ilumina-se e já não temos vontade de a possuir: a gratidão é o único sentimento que responde a essa luz que entra em nós..." (Christian Bobin in Ressuscitar)
É bem verdade que a nossa vida fala continuamente e imperfeitamente de Deus...
e que a avidez e a falta de atenção nos impedem tantas vezes de O lermos em tudo o que vive...
e que é o sermos genuinamente gratos que nos torna transparentes - à luz que entra...mas não fica guardada em nós :)
E de vez em quando, ao relê-los... são de uma claridade absoluta :)
Como aconteceu hoje, com este pedaço de luz:
"Quando, bastante imprudentemente, falo de Deus, falo apenas deste lado da vida em que estou, e mais precisamente de uma parte desta vida, que está abandonada e se assemelha a uma arrecadação de ferramentas ao fundo de um jardim. Deus não se deixa ficar na casa do senhor. Abriga-se nessa cabana feita de tábuas suficientemente mal ajustadas para que uma réstia de luz aí se possa infiltrar. Embora não saiba nada dele, é-me impossível fazer como se não tivesse nada a ver com os nossos dias mais banais. Esses dias são como livros e esses livros são escritos por ele: rosto, dor e bondade são as páginas mais ricamente iluminadas, tal como roseira, pardal e primavera. Não sei o que mais impede os homens de ler: se a avidez, se a falta de atenção. A avidez nasce da sua falta de atenção. Quando olhamos apressadamente para uma coisa bela - e todas as coisas vivas são belas porque trazem em si o segredo do seu próximo desaparecimento - apetece-nos guardá-la para nós. Quando a contemplamos com o vagar que merece, que requer e que, por um instante, a protege do seu fim, então ilumina-se e já não temos vontade de a possuir: a gratidão é o único sentimento que responde a essa luz que entra em nós..." (Christian Bobin in Ressuscitar)
É bem verdade que a nossa vida fala continuamente e imperfeitamente de Deus...
e que a avidez e a falta de atenção nos impedem tantas vezes de O lermos em tudo o que vive...
e que é o sermos genuinamente gratos que nos torna transparentes - à luz que entra...mas não fica guardada em nós :)
segunda-feira, 2 de julho de 2007
Da magnólia entre nós
Chama-se Dos líquidos e foi escrito pelo Daniel Faria, que viveu 28 anos "a respirar como um clarão"
Abre assim:
«Há homens a abrir as mãos como livros»
E 117 poemas depois, termina com esta promessa de magnólia:
"Prometo-te a palma da minha mão para a escrita.
Cerca-a de magnólias, cerca-me. Podes fechar a escrita
No interior da mão ou na boca dos livros
Podes esquecê-la ou libertá-la dos mil botões
Que ela sopra no interior dos homens.
Podes mandá-la àqueles que mais amas
Ou como pétalas e mensagens nas anilhas das aves
Aos teus próprios inimigos.
Podes desarmá-la para propagares as chamas.
Dou-te, como desde sempre, o poder
De escreveres na pele da minha mão
As promessas que te fiz. Sabes que existo
E que vou repetir-te todas as coisas outra vez.
As estações, por exemplo - não sou o único que o digo -,
Não rodam à maneira dos carroséis no largo. No Outono
A magnólia é pensativa como o homem
Que te olha por detrás da janela onde te escrevo.
No Inverno os vidros vão embaciando - aproxima
A tua mão da paisagem que resta
Como se fora o lado do verbo que encarnou. Repara
No banco de pedra - ele está
Sobre ti.
Tu és a criança sentada
Que olha para o céu. Há um tesouro
No céu - um coração novo. Reconheces
A magnólia estelar? O interstício solar
Da pupila celeste? Ela está sobre ti
E contempla - é verdade que é pelas lágrimas
Que começam as visões.
Sim. Agora posso explicar-te o mistério das águas.
Debruça-te como ele quando escreveu no chão
Irás entender - elas jorram das palavras."
Além de lindíssimo, é puro evangelho em verso :)
Abre assim:
«Há homens a abrir as mãos como livros»
E 117 poemas depois, termina com esta promessa de magnólia:
"Prometo-te a palma da minha mão para a escrita.
Cerca-a de magnólias, cerca-me. Podes fechar a escrita
No interior da mão ou na boca dos livros
Podes esquecê-la ou libertá-la dos mil botões
Que ela sopra no interior dos homens.
Podes mandá-la àqueles que mais amas
Ou como pétalas e mensagens nas anilhas das aves
Aos teus próprios inimigos.
Podes desarmá-la para propagares as chamas.
Dou-te, como desde sempre, o poder
De escreveres na pele da minha mão
As promessas que te fiz. Sabes que existo
E que vou repetir-te todas as coisas outra vez.
As estações, por exemplo - não sou o único que o digo -,
Não rodam à maneira dos carroséis no largo. No Outono
A magnólia é pensativa como o homem
Que te olha por detrás da janela onde te escrevo.
No Inverno os vidros vão embaciando - aproxima
A tua mão da paisagem que resta
Como se fora o lado do verbo que encarnou. Repara
No banco de pedra - ele está
Sobre ti.
Tu és a criança sentada
Que olha para o céu. Há um tesouro
No céu - um coração novo. Reconheces
A magnólia estelar? O interstício solar
Da pupila celeste? Ela está sobre ti
E contempla - é verdade que é pelas lágrimas
Que começam as visões.
Sim. Agora posso explicar-te o mistério das águas.
Debruça-te como ele quando escreveu no chão
Irás entender - elas jorram das palavras."
Além de lindíssimo, é puro evangelho em verso :)
Pitões das Júnias
Chegar...
Seguir para o pequeno mosteiro de Santa Maria das Júnias, transportado de volta à memória do tempo em que os primeiros monges ali viveram, trabalharam e rezaram...
Num fim de tarde de (pouco) Verão, no aconchego milenar das pedras do mosteiro, as vozes do Coro Anima Mea em diálogo com a natureza...
Regressar a casa, empurrados pelo nevoeiro a avançar e a fazer apetecer lareira :)
Família em volta das brasas - promessa de carne suculenta para o jantar...
Primos aninhados no sofá, mantas e bolachas, a inês metida no saco-cama cor-de-rosa pelo meio... até adormecer... em escadinha!
Domingo... alvorada às 7 e tal! espera-nos a capelinha de São João da Fraga - aquele ponto branco que se avista no cimo do monte - prontos? De polar - o nevoeiro insiste em não arredar pé - e mochila às costas... peregrinámos monte acima, com uns hesitantes raios de sol e o esforço da caminhada a fazer-nos despir agasalhos sucessivos...
Chegámos :)... 10h e pouco, tempo ainda para contemplar e agradecer, enquanto esperamos pelo padre!
Missa - aquele que ama o verdadeiro Deus é verdadeiramente homem - com cantares de aldeia, foguetes e chuviscos... e grande consolação :)
Romaria de regresso, o povo a descer o monte com destreza cabrita e o Santo ao colo!
Uma boleia mesmo a calhar - chuva e cansaço - na subida final para a aldeia...
Sopa e alheira, na Dona Maria, para aconchegar os estômagos peregrinos!
Malas feitas... regressar! (é sempre a parte que custa mais)
Seguir para o pequeno mosteiro de Santa Maria das Júnias, transportado de volta à memória do tempo em que os primeiros monges ali viveram, trabalharam e rezaram...
Num fim de tarde de (pouco) Verão, no aconchego milenar das pedras do mosteiro, as vozes do Coro Anima Mea em diálogo com a natureza...
Regressar a casa, empurrados pelo nevoeiro a avançar e a fazer apetecer lareira :)
Família em volta das brasas - promessa de carne suculenta para o jantar...
Primos aninhados no sofá, mantas e bolachas, a inês metida no saco-cama cor-de-rosa pelo meio... até adormecer... em escadinha!
Domingo... alvorada às 7 e tal! espera-nos a capelinha de São João da Fraga - aquele ponto branco que se avista no cimo do monte - prontos? De polar - o nevoeiro insiste em não arredar pé - e mochila às costas... peregrinámos monte acima, com uns hesitantes raios de sol e o esforço da caminhada a fazer-nos despir agasalhos sucessivos...
Chegámos :)... 10h e pouco, tempo ainda para contemplar e agradecer, enquanto esperamos pelo padre!
Missa - aquele que ama o verdadeiro Deus é verdadeiramente homem - com cantares de aldeia, foguetes e chuviscos... e grande consolação :)
Romaria de regresso, o povo a descer o monte com destreza cabrita e o Santo ao colo!
Uma boleia mesmo a calhar - chuva e cansaço - na subida final para a aldeia...
Sopa e alheira, na Dona Maria, para aconchegar os estômagos peregrinos!
Malas feitas... regressar! (é sempre a parte que custa mais)
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Sms - Mimos
Ao percorrer a lista de mensagens no telemóvel, (re)descobrem-se coisas como:
"Num tempo, não há muito tempo, numa terra que não era de prata nem se chamava Argentina, vivia um cego muito fixe que percebia pouco de mulheres mas sabia escrever mensagens sozinho..."
"Está um dia lindo para discernimentos, Teresa-cheia-de-Graça!"
"Queria mesmo agradecer-te o mimo de ontem, sem saberes, ao tentares "descarregares-te" em mim, "descarregaste-me"! Obrigada, não imaginas como estava a precisar..."
"És fantástica! :) quando dizes às criancinhas para não ficarem doentes para vires cá?"
Com mimos destes como não me derreter?
A culpa é toda vossa :)
"Num tempo, não há muito tempo, numa terra que não era de prata nem se chamava Argentina, vivia um cego muito fixe que percebia pouco de mulheres mas sabia escrever mensagens sozinho..."
"Está um dia lindo para discernimentos, Teresa-cheia-de-Graça!"
"Queria mesmo agradecer-te o mimo de ontem, sem saberes, ao tentares "descarregares-te" em mim, "descarregaste-me"! Obrigada, não imaginas como estava a precisar..."
"És fantástica! :) quando dizes às criancinhas para não ficarem doentes para vires cá?"
Com mimos destes como não me derreter?
A culpa é toda vossa :)
terça-feira, 26 de junho de 2007
Entrar pela porta estreita
Estreiteza para ir largo?
Justeza para arriscar justiça?
Vontade para fazer ao outro o bem exigente que eu gostava para mim?
E entrar? ...entrar porque se confia que só o amor basta para que tudo isto possa ser
Candidatos? ;)
Justeza para arriscar justiça?
Vontade para fazer ao outro o bem exigente que eu gostava para mim?
E entrar? ...entrar porque se confia que só o amor basta para que tudo isto possa ser
Candidatos? ;)
Sobre o consolo e a consolação
Não pretende ser um tratado - até porque em matéria de consolação o que eu poderia ter pra dizer não seria provavelmente de grande consolo - mas a experiência de ter visto alguém consolado :) levou-me a recordar estas palavras do P. Vasco:
"Deveríamos todos aprender o ofício de consolar. Não é apenas dar uma palmadinha nas costas, nem ter pena, nem compensar... É ajudar o outro a sofrer bem o que está a sofrer, sofrendo com ele, condividindo a dor e mostrando com a nossa atitude como de tudo se pode tirar bem. Não é, pois, afastar a dor. É mostrar o caminho do bem e mostrar que se pode fazer o bem mesmo sofrendo"
Para mim, é profundamente consolador :)
"Deveríamos todos aprender o ofício de consolar. Não é apenas dar uma palmadinha nas costas, nem ter pena, nem compensar... É ajudar o outro a sofrer bem o que está a sofrer, sofrendo com ele, condividindo a dor e mostrando com a nossa atitude como de tudo se pode tirar bem. Não é, pois, afastar a dor. É mostrar o caminho do bem e mostrar que se pode fazer o bem mesmo sofrendo"
Para mim, é profundamente consolador :)
Tributo ao Salvador
Apesar do título - dado a interpretações mais-ou-menos beatas - este post tem mais a ver com amizade :)
Num dia que estatisticamente pode não ter sido o melhor - mas esperando que nas matemáticas do Espírito Santo seja suficiente - queria agradecer-te seres o comentador mais assíduo e promotor destes textos mais-ou-menos gratuitos
É um facto estatisticamente significativo... e amigamente significante :)
Num dia que estatisticamente pode não ter sido o melhor - mas esperando que nas matemáticas do Espírito Santo seja suficiente - queria agradecer-te seres o comentador mais assíduo e promotor destes textos mais-ou-menos gratuitos
É um facto estatisticamente significativo... e amigamente significante :)
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Nenhum olhar
Engraçado como leituras partilhadas recentemente - Cemitério de pianos - nos levam aos primórdios de um autor... e como voltar ao nenhum olhar do Zé Luís Peixoto pode deslumbrar como da primeira vez:
«Penso: talvez haja uma luz dentro dos homens, talvez uma claridade, talvez os homens não sejam feitos de escuridão, talvez as certezas sejam uma aragem dentro dos homens e talvez os homens sejam as certezas que possuem.» [...]
«Os homens são uma parte pequena do mundo, e eu não compreendo os homens. Sei o que fazem e as razões imediatas do que fazem, mas saber isso é saber o que está à vista, é não saber nada. Penso: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.» [...]
«Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.»
Penso: imperativo partilhar :)
«Penso: talvez haja uma luz dentro dos homens, talvez uma claridade, talvez os homens não sejam feitos de escuridão, talvez as certezas sejam uma aragem dentro dos homens e talvez os homens sejam as certezas que possuem.» [...]
«Os homens são uma parte pequena do mundo, e eu não compreendo os homens. Sei o que fazem e as razões imediatas do que fazem, mas saber isso é saber o que está à vista, é não saber nada. Penso: talvez os homens existam e sejam, e talvez para isso não haja qualquer explicação; talvez os homens sejam pedaços de caos sobre a desordem que encerram, e talvez seja isso que os explique.» [...]
«Penso: talvez o céu seja um mar grande de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como um céu e quando a gente morre, quando gente morre, talvez a gente caia e se afunde no céu.»
Penso: imperativo partilhar :)
domingo, 24 de junho de 2007
S. João
"Vimos à Quinta do Jordão,
o São João festejar e
pela 3ª vez consecutiva
vamos embora sem ganhar!"
Não foi verdade... viemos embora felizes :)
porque houve sardinhas, martelos e rimas
fogo e balões (pouco dados a altos vôos)
música popular e bailarico
a simpatia dos anfitriões
e o 2º lugar com manjerico!
o São João festejar e
pela 3ª vez consecutiva
vamos embora sem ganhar!"
Não foi verdade... viemos embora felizes :)
porque houve sardinhas, martelos e rimas
fogo e balões (pouco dados a altos vôos)
música popular e bailarico
a simpatia dos anfitriões
e o 2º lugar com manjerico!
terça-feira, 19 de junho de 2007
ABC…
A certa altura no curso de medicina, (quase) toda a gente se depara com o ABC… e faz sinapse automática… Airway – Breathing – Circulation… é o algoritmo universal em emergência – as avaliações prioritárias e os gestos exactos na sequência certa salvam vidas!
E o algoritmo “eu-em-frente-de-um-doente”? Esse?
...fica fora do currículo na faculdade
…vai-se descobrindo nas aulas práticas
…ensaia-se nos serviços – e erra-se (!) – com doentes de verdade
…assiste-se – e pode ser tão confrangedor
…admira-se – com arte – e quer-se imitar
…esboça-se, risca-se, começa-se de novo, aperfeiçoa-se… continuamente
Este é o meu rascunho:
A – atenção
…qualquer serviço exige em primeiro lugar atenção àquela pessoa
B – bom senso
…o tempero – a temperança – de toda a actividade humana
C – competência e confiança
…competência no que se faz – indispensável – para bem fazer (seja o que for!)
…confiança – no sorriso, no gesto, na palavra, no silêncio – para merecer tudo o que o doente deposita nas nossas mãos
D – diálogo e dignidade
…ouvir, compreender – mesmo não entendendo – explorar com sensibilidade, interpretar e muito importante traduzir – como pode alguém lidar com –ites, -omas, -asias, -oses e todas as “enças” ?
…porque vive-se doente, mas não se resiste sem dignidade
E – esperança
…acho que não é preciso explicar :)
E o algoritmo “eu-em-frente-de-um-doente”? Esse?
...fica fora do currículo na faculdade
…vai-se descobrindo nas aulas práticas
…ensaia-se nos serviços – e erra-se (!) – com doentes de verdade
…assiste-se – e pode ser tão confrangedor
…admira-se – com arte – e quer-se imitar
…esboça-se, risca-se, começa-se de novo, aperfeiçoa-se… continuamente
Este é o meu rascunho:
A – atenção
…qualquer serviço exige em primeiro lugar atenção àquela pessoa
B – bom senso
…o tempero – a temperança – de toda a actividade humana
C – competência e confiança
…competência no que se faz – indispensável – para bem fazer (seja o que for!)
…confiança – no sorriso, no gesto, na palavra, no silêncio – para merecer tudo o que o doente deposita nas nossas mãos
D – diálogo e dignidade
…ouvir, compreender – mesmo não entendendo – explorar com sensibilidade, interpretar e muito importante traduzir – como pode alguém lidar com –ites, -omas, -asias, -oses e todas as “enças” ?
…porque vive-se doente, mas não se resiste sem dignidade
E – esperança
…acho que não é preciso explicar :)
Quase (sublinhado)
Ainda pior que a convicção do não,
é a incerteza do talvez,
é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas ideias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher
uma vida morna.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância
e na frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia
e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos
para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo
no meio-termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina,
não inspira,
não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio
que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia
à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão,
para os fracassos, chance,
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar
um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor
não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.
Gaste mais horas realizando
que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
Luiz Fernando Veríssimo
Quase madrugada
Quase graça
Quase amizade
Quase, quase santa :)
é a incerteza do talvez,
é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda,
que me entristece,
que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase amou não amou.
Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas ideias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher
uma vida morna.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância
e na frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia",
quase que sussurrados.
Sobra covardia
e falta coragem até para ser feliz.
A paixão queima,
o amor enlouquece,
o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos
para decidir entre a alegria e a dor.
Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo
no meio-termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina,
não inspira,
não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio
que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia
à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão,
para os fracassos, chance,
para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar
um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor
não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
Desconfie do destino e
acredite em você.
Gaste mais horas realizando
que sonhando...
Fazendo que planejando...
Vivendo que esperando...
Porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.
Luiz Fernando Veríssimo
Quase madrugada
Quase graça
Quase amizade
Quase, quase santa :)
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Proposta
O P. Vasco propôs no domingo e apeteceu-me ampliar...
conjugar crítica e perdão
...crítica - não da razão pura - mas de puro bom senso :)
...perdão - não desculpa - para recriar, dar lugar e vida, abrir futuro...
a começar em nós, e procurando chegar aos outros
a partir das coisas pequeninas, para se estender a coisas mais-ou-menos grandes
a sair lentamente das palavras, a suportar a fé, a avançar para as obras
a deixar o quentinho dos blogs, para experimentar o mundo...
encontramo-nos por lá :)
conjugar crítica e perdão
...crítica - não da razão pura - mas de puro bom senso :)
...perdão - não desculpa - para recriar, dar lugar e vida, abrir futuro...
a começar em nós, e procurando chegar aos outros
a partir das coisas pequeninas, para se estender a coisas mais-ou-menos grandes
a sair lentamente das palavras, a suportar a fé, a avançar para as obras
a deixar o quentinho dos blogs, para experimentar o mundo...
encontramo-nos por lá :)
domingo, 17 de junho de 2007
O que os domingos têm de bom
Ficar na cama até mais tarde… a preguiçar, a ler, a ouvir o vento
Sentir-mo-nos verdadeiramente amigos de alguém
Ler o jornal… e descobrir que «Pagar impostos pode ser uma fonte de prazer» - diz um estudo da Science que pagar impostos por boas causas activa as mesmas áreas do cérebro que entram em acção quando comemos doces ou convivemos com amigos
… e lembrarem-nos que “Quem reza a sério não pretende convencer a Deus, nem lembrar-lhe os seus deveres. (…) A oração só tem sentido para convocar os crentes a desejarem o desejo de Deus” [Frei Bento Domingues]
… e conhecer (pela mão do Agualusa) um “serto” senhor Halípio, em que tudo nele era propenso ao erro, excepto o coração, e que «ao fim de 20 dias a errar longamente pelo mais belo mar do mundo, ou pelo mais profundo esquecimento de Deus» chegou a duas conclusões: 1) também a beleza pode ser estéril, um mar sem peixes e 2) a beleza só pode ser devidamente apreciada com a barriga cheia.
Almoço em família… na hora de pôr a mesa éramos cinco :)
A possibilidade de a papelada do trabalho ser menos importante que dobrar as fotocópias para a missa… e de aí as mãos se multiplicarem
Fazer bolos... simplesmente porque sim
Ir à missa
Sentir-mo-nos verdadeiramente amigos de alguém
Ler o jornal… e descobrir que «Pagar impostos pode ser uma fonte de prazer» - diz um estudo da Science que pagar impostos por boas causas activa as mesmas áreas do cérebro que entram em acção quando comemos doces ou convivemos com amigos
… e lembrarem-nos que “Quem reza a sério não pretende convencer a Deus, nem lembrar-lhe os seus deveres. (…) A oração só tem sentido para convocar os crentes a desejarem o desejo de Deus” [Frei Bento Domingues]
… e conhecer (pela mão do Agualusa) um “serto” senhor Halípio, em que tudo nele era propenso ao erro, excepto o coração, e que «ao fim de 20 dias a errar longamente pelo mais belo mar do mundo, ou pelo mais profundo esquecimento de Deus» chegou a duas conclusões: 1) também a beleza pode ser estéril, um mar sem peixes e 2) a beleza só pode ser devidamente apreciada com a barriga cheia.
Almoço em família… na hora de pôr a mesa éramos cinco :)
A possibilidade de a papelada do trabalho ser menos importante que dobrar as fotocópias para a missa… e de aí as mãos se multiplicarem
Fazer bolos... simplesmente porque sim
Ir à missa
Oh crappy day
Rainy morning a caminho do hospital… com 5 horas de sono a pedir 12 horas de urgência mais-ou-menos misericordiosas
Passagem do turno, ver os doentes em OBS, passar ronda pelos meninos das enfermarias
Still raining…
Estrear-me de ambulância – “Ó… liga a sirene pra doutora!” – para levar um doente ao São João
No regresso – sem sirene – a mesma chuva!
4 hours still…
O Diogo Pimparel, uma Alda achocolatada com febre, uma transplantada renal com uma pneumonia de estimação, a Daniela – adolescente - com uma amigdalite e medo da prednisolona que faz engordar (!) e uma gastroenterite sorridente com 9 meses
20h15… serviço cumprido
E continua a chover
Será que rabo de peixe soube… nadar? :)
Passagem do turno, ver os doentes em OBS, passar ronda pelos meninos das enfermarias
Still raining…
Estrear-me de ambulância – “Ó… liga a sirene pra doutora!” – para levar um doente ao São João
No regresso – sem sirene – a mesma chuva!
4 hours still…
O Diogo Pimparel, uma Alda achocolatada com febre, uma transplantada renal com uma pneumonia de estimação, a Daniela – adolescente - com uma amigdalite e medo da prednisolona que faz engordar (!) e uma gastroenterite sorridente com 9 meses
20h15… serviço cumprido
E continua a chover
Será que rabo de peixe soube… nadar? :)
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Elogio do roxo
Gosto de roxo... roxinho, violeta, lilás
roxo às riscas, roxo às bolinhas, roxo às flores
Gosto de ocasos em tons de púrpura
campos de urze... e alfazema!
Gosto de purple rain... e purpurinas :)
Até acharia um encanto extra ao pintarroxo, se fizesse jus ao nome...
E mais, a luz além do violeta deixa de ser visível
E se tudo isto não for bastante, sobra-me Camões:
"Já a roxa manhã clara
do Oriente as portas vem abrindo,
..."
roxo às riscas, roxo às bolinhas, roxo às flores
Gosto de ocasos em tons de púrpura
campos de urze... e alfazema!
Gosto de purple rain... e purpurinas :)
Até acharia um encanto extra ao pintarroxo, se fizesse jus ao nome...
E mais, a luz além do violeta deixa de ser visível
E se tudo isto não for bastante, sobra-me Camões:
"Já a roxa manhã clara
do Oriente as portas vem abrindo,
..."
terça-feira, 12 de junho de 2007
É preciso...
É preciso paciência e cafeína !
...e sal q.b. (isto é, na medida certa, que é a medida da graça de Deus)
... e abracinhos loiros e de olhos azuis
... e "sim"s sorridentes e vestidos de cor-de-rosa
... e bolos de chocolate - com cobertura - feitos num lusco-fusco
...e sal q.b. (isto é, na medida certa, que é a medida da graça de Deus)
... e abracinhos loiros e de olhos azuis
... e "sim"s sorridentes e vestidos de cor-de-rosa
... e bolos de chocolate - com cobertura - feitos num lusco-fusco
Foi assim não foi assim
De vez em quando, quase sempre que oiço um "foi assim", vem-me à cabeça e muitas vezes aos lábios, uma passagem dos "Versículos Satânicos" do Rushdie, que já anda comigo há muito tempo e que eu nunca consigo contar direito e que é assim:
"Foi assim, não foi assim, num tempo há muito esquecido viveu na terra de prata da Argentina um certo Don Enrique Diamond, que percebia muito de pássaros e pouco de mulheres, com a sua esposa Rosa, que não percebia nada de homens mas percebia bastante de amor"
Tenho dito :)
"Foi assim, não foi assim, num tempo há muito esquecido viveu na terra de prata da Argentina um certo Don Enrique Diamond, que percebia muito de pássaros e pouco de mulheres, com a sua esposa Rosa, que não percebia nada de homens mas percebia bastante de amor"
Tenho dito :)
Feira do Livro
Fui à Feira do Livro com a minha mãe... voltámos mais ricas 15 livros :) e carregando a promessa de muitas mais horas de prazer a desfolhar páginas escritas! E a possibilidade de as partilhar ou oferecer porque
"a um livro que anda tanto tempo connosco podem acontecer coisas como regressar à origem, sujar-se de terra, cair ao mar de uma ilha, passar de mão em mão"
e a minha parte favorita é o passar por outras mãos, outros olhos, outras consciências, outros sonhos...
"a um livro que anda tanto tempo connosco podem acontecer coisas como regressar à origem, sujar-se de terra, cair ao mar de uma ilha, passar de mão em mão"
e a minha parte favorita é o passar por outras mãos, outros olhos, outras consciências, outros sonhos...
O prédio perfeito
Título roubado a uma crónica da Catarina Portas no Público
com o propósito único de partilhar esta frase da Sophia de Mello Breyner sobre a criação/construção:
"Pela qualidade e grau de beleza da obra que construímos se saberá se sim ou não vivemos com verdade e dignidade.
É necessário que aqueles que vão construir amem o espaço, a luz, o próximo."
Para suscitar a vontade de construir... e "de amar o outro à luz do espaço" (obrigada Margarida!)
com o propósito único de partilhar esta frase da Sophia de Mello Breyner sobre a criação/construção:
"Pela qualidade e grau de beleza da obra que construímos se saberá se sim ou não vivemos com verdade e dignidade.
É necessário que aqueles que vão construir amem o espaço, a luz, o próximo."
Para suscitar a vontade de construir... e "de amar o outro à luz do espaço" (obrigada Margarida!)
A causa
A 5 de Junho de 2007, rascunhei este post:
"Hoje, missa no jardim do creu, com vista para os limões e promessa de framboesas...
a propósito da resposta de Jesus à questão do tributo a César - evangelho Mc 12, 17 - "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" :
- não equacionar os problemas no vazio teórico, o discernimento pede o concreto
- ir para além dos olhares superficiais - o que me apetece -, dos olhares precipitados - o que eu quero agora
- olhar o valor das coisas - o que é que isto vale para mim, que significado tem na minha vida? - e decidir como agir coerente e consequentemente com essa apreciação
- uma moeda é apenas uma moeda
- só Deus é Deus"
Um blog é de César? ou é de Deus?
E as causas? :)
"Hoje, missa no jardim do creu, com vista para os limões e promessa de framboesas...
a propósito da resposta de Jesus à questão do tributo a César - evangelho Mc 12, 17 - "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" :
- não equacionar os problemas no vazio teórico, o discernimento pede o concreto
- ir para além dos olhares superficiais - o que me apetece -, dos olhares precipitados - o que eu quero agora
- olhar o valor das coisas - o que é que isto vale para mim, que significado tem na minha vida? - e decidir como agir coerente e consequentemente com essa apreciação
- uma moeda é apenas uma moeda
- só Deus é Deus"
Um blog é de César? ou é de Deus?
E as causas? :)
No princípio... foi o Nico
No princípio... eu não conhecia a blogosfera, depois comecei a espreitar alguns blogs e passei a visitar "cadernos" de amigos e outras páginas que souberam cativar, depois brincava com a ideia de ter o meu próprio blog, depois o Nico disse-me: "Faz um blog! É uma ordem" e... ao sétimo dia surgiram estes Textos Mais-ou-menos Gratuitos :)
Subscrever:
Comentários (Atom)
